Alguns chamam de karma, alguns de justiça, mas a verdade é que ao longo da vida apenas colhemos o que semeamos. Às vezes, não estamos plenamente conscientes porque os resultados nem sempre são apreciados imediatamente, mas nossa atitude em relação à vida e às decisões que estamos tomando moldam o nosso destino.

Essa é uma das leituras que podem ser feitas no vídeo da música “Goodbye” do grupo islandês Dikta, que você pode assistir a seguir:

Não se preocupe com o que você receberá, se preocupe com o que você dá

O “Karma”, ou “Carma”, é a energia gerada pelas nossas ações numa vida, que se reflete noutras vidas. A palavra Karma deriva do sânscrito e surgiu associada ao Budismo e ao Hinduísmo, sendo mais tarde adoptada pelo Espiritismo. Também a Cabala — filosofia que tem origem no Judaísmo — defende a existência da vida após a morte, acreditando que a alma regressa à Terra tantas vezes quantas forem necessárias para completar o seu processo de evolução, superando sempre as provas que recebe como consequência dos seus atos. Tanto o Budismo como o Hinduísmo defendem que a alma encarna ao longo de muitas vidas, visando sempre a evolução espiritual.

Para evoluir, a alma tem de superar provas e ultrapassar desafios, para que a sua aprendizagem possa acontecer, fazendo a alma ascender até chegar à Luz. Assim, as ações que praticamos numa encarnação têm uma consequência, que geralmente nos confronta numa encarnação futura – a isso se chama Karma. 

Nós nos tornamos enredados no carma quando interferimos no mundo porque, dessa forma, somos obrigados a continuar interferindo, de modo que a solução para um problema cria ainda mais problemas para resolver, o controle de uma coisa gera a necessidade de controlar os outros mais. O carma maligno é nada mais do que as armadilhas que nós mesmo colocamos, para depois cairmos prisioneiros.

Portanto, não devemos nos preocupar com o que receberemos, mas sim com o que damos. Não devemos obsessivamente segurar as coisas, evitando mudanças naturais, mas devemos aprender a deixar ir, deixar tudo fluir.

Como aplicar isso no nosso dia a dia?

Veja adiante algumas leis do karma que nos ajudarão a compreender:

Lei de causa e efeito. Você vai colher o que você semeia porque o que você dá ao Universo, ele retorna para você de uma forma ou de outra. Não é uma punição, é apenas o ciclo energético. Se você semear ventos, você vai colher tempestades.

Lei de humildade ou mudança. Qualquer coisa que você se recusa a aceitar continuará a acontecer, simplesmente porque é uma oportunidade de aprendizagem que você está desperdiçando. Novamente, não é uma punição, mas uma oportunidade para você crescer e aprender com seu erro. História e problemas serão repetidos até você aprender a lição.

Lei do crescimento. Você não pode escapar de si mesmo. Diante das coisas, dos lugares e das pessoas, somos nós que devemos mudar para evoluir em nossa espiritualidade, e não o que está a nossa volta. Quando mudamos nosso interior, nossa vida muda.

Lei de responsabilidade. Sempre que algo ruim acontece com você, é porque, de alguma forma, reflete o que você fez ou pensou. Então, em vez de desviar o dedo acusatório, você deve rever o que acontece dentro de você e como você contribuiu para o início desse problema.

Lei de conexão. Cada passo leva ao próximo, e assim por diante. Um não é mais importante do que o outro, cada pequena decisão, por mais trivial que pareça, pode levá-lo em uma direção diferente. Uma vez que tudo está ligado, passado, presente e futuro, devemos prestar atenção até aos nossos atos mais insignificantes.

1 Comentário

  1. Infelizmente muitas pessoas querem colher cana plantando manga o que é impossível. Um amigo a poucos meses me disse que seu casamento estava se acabando e perguntei o porque. Ele l´gico me cntou a história dele e algumas semanas depois soube que ele batia na mulher e por isso seu casamento estava acabando. Tudo que fizemos tem reações, ou seja, se como gordura vai ter problemas cardiovascular mais tarde e assim por diante. Se deseja resultados diferentes, tome ações diferentes. Muito bom artigo.

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