No livro “Vida Líquida”, do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, somos convidados a enxergar a “liquidez” como a essência máxima do ser contemporâneo. Analisando o caminho da sociedade pós-moderna consumista. Questionando a qualidade da ascensão da sociedade atingida pela capacidade de consumir e não por algo mais sólido, como a educação, mas por coisas banais e descartáveis. Baumam nos leva a refletir sobre como as relações humanas têm se tornado cada vez mais frágeis, comparando-as a mercadorias, que são descartadas quando já não “servem” mais. Nossa sociedade consumista de valores efêmeros, líquidos.

Tomando a perspectiva de mundo líquido no qual vivemos, quero levá-los a pensar de forma líquida também. Mas não na forma pejorativa. Já dizia Bruce Lee… “seja água, meu amigo, pois nada pode detê-la”. O convite para tornar-se água aqui, não é na questão de construção dos valores humanos e consumismo, mas no que diz respeito a nossa posição frente ao mundo e a constante transformação que ele tem sofrido. Não podemos ter pensamentos enraizados e totalmente cristalizados nesse mundo líquido. É necessário nos adaptar, saber moldar nossa forma, assim como faz a água quando colocada em um recipiente. É necessário questionar-se o tempo todo, assim como a água de um rio, estar sempre em constante movimento.

Deixe seu pensamento fluir… seja água… pense de forma líquida meu amigo!

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